quarta-feira, 25 de março de 2009



Rainha de Angola

Nginga Ngola Mbandi

4 comentários:

  1. A nossa rainha principe...

    abração

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  2. Olá, me chamo Maysa, sou brasileira,e tenho estudado sobre a Rainha Nginga. No entanto, os livros que li não esclarecem algumas coisas. Meu e-mail é maysanehall@gmail.com, gostaria muito de trocar e-mails com o elaborador do blog afim de compreender melhor como foi a vida da Rainha Nginga.
    Desde já obrigada!

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  3. Nzinga mbandi Rainha de Angola
    Por: LEO SALVADOR/ARTURO ARNAU




    Nzinga Mbandi Ngola, rainha de Matamba e Angola nos séculos xvi e xvii, é uma das heroínas africanas de quem a História guarda o nome, por causa do bem que fez pelo seu reino. As crónicas registam o seu nome de diferentes formas: Nzinga, Singa, Nsinga, Ginza e Ana de Sousa, por baptismo. Mas um só foi o seu ideal: garantir a liberdade ao seu povo.

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  4. Ginga (D. Ana de Sousa, rainha).

    n.
    f. 1680.



    Esta rainha preta foi uma das mais terríveis inimigas que tivemos em Angola.

    Era irmã do régulo de Matamba Gola Ginga Bandy, que, tendo-se revoltado contra os portugueses em 1618, foi derrotado por Luís Mendes de Vasconcelos. Três anos depois, em 1621, a rainha Ginga veio em nome do irmão pedir a paz. Foi-lhe concedida, e a princesa baptizou-se, recebendo no baptismo o nome de D. Ana de Sousa. Mas logo no ano imediato Gola Bandy se revoltou novamente, fazendo grandes insultos aos portugueses. Então a própria irmã foi desta vez nossa auxiliar, ainda que indirectamente, porque, desejando vingar-se do irmão, que lhe matara um filho, envenenou-o, e sucedeu-lhe no poder. Portugal, porém, nada lucrou, porque a soberana africana começou a exercer uma série de violências contra os portugueses Abandonou a religião cristã e começou a tiranizar os nossos feudatários. O governador Fernando de Sousa, em 1627, reconhecendo a necessidade de lhe aplicar um castigo severo, fez-lhe guerra, e derrotou-a numa batalha em que lhe matou muita gente, aprisionando-lhe também duas irmãs, Cambe e Funge, que vieram para Luanda, e se baptizaram, recebendo os nomes de D. Bárbara e de D. Engrácia, voltando depois em 1623, para Matamba. Foi, com efeito, uma boa lição, porque a rainha Ginga se manteve por muitos anos em paz, que nos era muito útil, porque os holandeses começavam a afrontar as nossas possessões da África Ocidental. Quando os holandeses conseguiram tomar Luanda, a rainha Ginga aliou‑se logo com eles, e fez todo o mal que pôde às nossas tropas, mas em Janeiro de 1647 Gaspar Borges de Madureira derrotou completamente a terrível rainha preta, que instigada pelos holandeses, que até lhe haviam enviado alguns oficiais, marchara contra nós, e aprisionou de novo sua irmã D. Bárbara. Reconquistada finalmente Angola por Salvador Correia de Sá, a rainha Ginga sofreu uma lição severa, e só pôde obter a paz depois de se humilhar completamente. Em 1657, uns religiosos capuchinhos italianos a convenceram a abraçar de novo a fé católica, e então o governador de Angola, Luís Martins de Sousa Chichorro, lhe restituiu a irmã, que se conservara prisioneira. A rainha Ginga morreu em 1680, de idade muito avançada.




    Transcrito por Manuel Amaral

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